quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não se perca



Ninguém precisa se assustar com a distância,
os afastamentos que acontecem.
Tudo volta!
E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam
quando tem que voltar, voltam quando é pra ser.

Acontece que entre ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou,
muita gente se perde.

 Não se perca viu!

Se a saudade bater


Se alguma vez, por descuido ou coisa assim, ouvir It’s impossible,
 pense em mim. Ou não. 
E se a saudade bater, escreva uma carta que pode ser cheia de queixas, ou cheia de sol.
 Será bemvinda.
Te gosto sempre. 

Um beijo
Caio

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amor, essa palavra sagrada


‎"Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo (a), há então uma morte anormal. O nunca mais de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter nunca mais quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: never."

Sempre encontro a quem magoar



Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim.